1 de Outubro de 2016
Unifesp reforça aproximação com prefeitura de São Paulo
Grupos de trabalho atuarão em áreas como saúde, educação e com foco no projeto Bairro Universitário
Grupos de trabalho (GTs) formados por representantes da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da administração municipal paulistana serão essenciais a uma ação planejada e integrada, capaz de implantar projetos que atendam a todas as partes interessadas, afirmou a reitora Soraya Smaili, durante uma reunião realizada no dia 05 de abril, na sede da prefeitura. Passando das palavras aos atos, a universidade e a prefeitura formaram três GTs para aplicar projetos nas áreas de educação, saúde e outro para implantação do projeto Bairro Universitário, que prevê mudanças urbanísticas na Vila Clementino, região onde estão localizados o Campus São Paulo da Unifesp e o Hospital São Paulo (universitário).

O projeto contempla a proposta de verticalização do campus, diminuindo a quantidade de aluguéis de casas da região pela Universidade; a criação de praças de convivência para a comunidade acadêmica, profissionais e pacientes do Hospital São Paulo; e a inauguração de uma estação de metrô na região, mais precisamente na Vila Clementino. Atendendo a pedido do chefe de gabinete da prefeitura, Gustavo Vidigal, a Unifesp se comprometeu a enviar nos próximos dias um ofício com o detalhamento de todas essas necessidades.

A instalação de um campus da Unifesp na Zona Leste também foi debatida no encontro. Um grupo de trabalho composto por membros da prefeitura e da universidade será encarregado de elaborar um processo que integrará as demandas da comunidade universitária e dos moradores da região. A Unifesp também convocará uma série de audiências públicas para que o assunto seja amplamente debatido e os diferentes interesses sejam contemplados.

A primeira audiência está marcada para o dia 26 de abril, na igreja São Francisco de Assis, na Zona Leste. “Queremos um novo modelo de implementação de campus da nossa Universidade, integrando o nosso ponto de vista com as necessidades dos movimentos sociais, da Prefeitura e do MEC. Trata-se de uma nova etapa da Unifesp”, disse Soraya.

Após a aprovação, em segunda votação na Câmara, da concessão por 90 anos de um terreno de 163 mil metros quadrados na avenida Jacu-Pêssego, em Itaquera, a prefeitura fica responsável por elaborar os laudos necessários para a ocupação feita pela Unifesp, respeitando normas ambientais e de segurança. Somente após receber os laudos, a universidade poderá dar início à elaboração do planejamento para a construção de um edifício no local.

Durante a reunião, o pró-reitor adjunto de Planejamento, professor Pedro Arantes, ressaltou que o terreno está em uma Área de Preservação Ambiental (APA), e que a Unifesp pode colaborar com a fiscalização necessária. Além disso, apontou que atualmente há uma ocupação irregular das terras, com moradias e um ferro-velho construídos.

Para que a remoção dessas formas de ocupação ocorra pacificamente, a subprefeitura de Itaquera se comprometeu a mobilizar sua equipe, que também poderá limpar o terreno e fornecer condições básicas para a reformulação de uma estrutura já existente no local, fornecendo, além dos serviços de limpeza, o abastecimento de água e energia elétrica.

O secretário de Assuntos Jurídicos da Prefeitura de São Paulo, Luís Fernando Massoneto, disse que a lei que autoriza a concessão do terreno para a Unifesp deve ser sancionada pelo prefeito Fernando Haddad em pelo menos 30 dias, após a conclusão dos laudos técnicos necessários.
11/04/2013 13:01
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