18 de Novembro de 2017
RPG ajuda a corrigir postura
Se o assunto é dor nas costas, não faltam métodos e terapeutas para tentar amenizar o problema. Aqui, como sempre, vale prestar muita atenção na qualificação do profissional para quem você entrega seu corpo. De forma geral, os ortopedistas são simpáticos a métodos já consagrados, como RPG (reeducação postural global), Rolfing, Pilates. "São filosofias muito parecidas, com o mesmo objetivo", diz o médico Marcelo Filardi. "Mas é importante escolher bem o profissional e só fazer os exercícios depois de passar por uma consulta."

Entre essas terapias posturais, a RPG é uma das que mais adeptos tem no País e no mundo. Criada há 20 anos pelo francês Philippe Souchard, a RPG se utiliza de oito posições básicas para corrigir os vícios de postura e eliminar dores musculares, que podem até incapacitar a pessoa para as tarefas corriqueiras.

Com 7 mil profissionais formados em RPG no mundo, o método, segundo seu criador, não pode ser considerado paliativo, pois o objetivo é que se encontre a causa do problema e que ela seja eliminada.

Em geral, quem pratica a RPG -cuja base é o alongamento consciente e correto dos músculos - deve fazer, no mínimo, entre 12 e 16 sessões, uma por semana, com duração de uma hora cada. Casos mais agudos pedem até duas vezes por semana de exercícios. Algumas pessoas, por precaução e, de acordo com a gravidade do caso, se submetem às sessões por até dois anos. Mas esses casos são mais raros. "Em geral, os pacientes que chegam aos consultórios dos fisioterapeutas habilitados no método saem sem dor já na primeira sessão", diz Oldack Borges de Barros, presidente da Sociedade Brasileira de RPG. "Mas ela precisa fazer mais sessões para aprender a corrigir o que causou o problema,"

Oldack diz que a sociedade, com freqüência, é convidada a desenvolver trabalhos junto a empresas. "Somos contratados para observar a forma como os funcionários sentam, andam e trabalham", conta o especialista. "Em cima dos erros de postura de cada um fazemos um trabalho de correção."

De acordo com AIberto Silveira, também membro da sociedade, a RPG não busca mudar a rotina do indivíduo, mas sim a forma de se lidar com essa rotina. "É muito mais fácil um corpo bom, bem preparado do ponto de vista muscular, se adaptar a uma cadeira ou mesa ruim do que o contrário", observa Silveira.

A RPG busca ainda, de acordo com os fisioterapeutas, oferecer condições para o corpo se adaptar às agressões. "Não é todo lugar que tem uma cadeira ideal nem pretendemos tirar ninguém de sua atividade", diz Oldack. As mudanças observadas em quem se submeteu ao tratamento, segundo os especialistas, vão além das posturais. "Há mudanças até estéticas no corpo, como diminuição da barriga e fortalecimento muscular, além das melhoras que se observam muitas vezes até na forma de respirar."

De acordo com Oldack, a sociedade já desenvolveu trabalhos com empresas como Walitta e Imprensa Oficial do Estado. O próximo passo é firmar convênios com escolas, públicas e privadas, e trabalhar a postura das crianças.

A Sociedade Brasileira de RPG também está buscando formas de viabilizar convênios com universidades, como a Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), para o atendimento de pessoas carentes. A RPG não é um método barato as sessões variam de R$ 50 a R$ 120. A entidade que Oldack dirige oferece sessões gratuitas para pacientes carentes. Ele também recomenda que toda pessoa que queira dar início ao tratamento procure se informar na sociedade sobre o profissional escolhido.
11/10/1999 00:00
Copyright ©2006-2013 - Departamento de Comunicação Institucional - Universidade Federal de São Paulo
Rua Sena Madureira, 1500 - 4º andar CEP 04021-001 - Tel.: (11) 3385-4116